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A Ruína da Superestrutura, Estilhaço a Estilhaço!

  • 5 de jan. de 2016
  • 2 min de leitura

O engendramento meticuloso e devoto da direita no acometimento de uma Superestrutura não é novidade.


Já Gramnsci havia sido o demiurgo de uma estratégia que criasse e reproduzisse o domíno político tendo por gatilho conceptual o bloco hegemónico, enquanto plataforma propulsora e centrifugadora de ideologias e crenças.Ardil doutrinal com enfoque na construção dos fascismos e comunismos que se foram disseminando, com a argúcia de quem ao engenho repressivo, o umbilicalmente aconchegava com o manuseio da propaganda, consubstanciada pela imposição de uma cartilha coxa na educação ou o crivo na informação.


Traços típicos de um fervor que bem poderia caracterizar o relato dos pergaminhos da direita hodierna.Numa simbiose que partilha coerção e consenso.

Coerção aos bastardos, infames descrentes da predestinação neoliberal, sob o pretexto do sacrilégio à resistência ao jugo dos mercados e à fatalidade de um capitalismo de plutocratas, selvático e baronesco.

De consensoso porque o seu fim último é a obsessão pela inevitabilidade.Num périplo de arremessos de descrenças, tentado a inibir e absorver a pluralidade, em nome do sacral compromisso entre quem navega á tona e quem está eleito a subsistir submerso.


Com uma máquina pegajosamente instalada nos espaços de opinião televisiva e estampada nos jornais, a Superestrutura vai-se oleando com recurso aos dedicados estafetas e às conivências editoriais.Construíndo os moldes de uma engenharia social pronta a catapultar candidatos à Presidência da República e a afunilar o debate em torno de um apedrejamento de máximas ocas.De uma gíria ornementada pelos chavões do "interesse nacional" e do moralismo bacoco, traduzida no castigo à plebe pela pieguice de não fazer perdurar o privilégio reinante.


Por norma, quem cria um monstro não tardará a ser por ele engolido.E a Superestrutura tem tudo para ruir.A deficiente resposta aos casos médicos que têm sido mediatizados é uma manifiestação inequivoca do emagrecimento encapotado e violento do Serviço Nacional de Saúde.O Banif, enquanto lastro de um trágico efeito dominó na banca, é o reflexo de uma crise internacional cujo debate foi afunilado por um tiroteio argumentativo histérico e estéril, apontado ao ócio dos irresponsaveís em vez do foco na limitação de um sistema financeiro tresloucado e de casino.


A Superestrutura vai ter que ruir.Estilhaço a estilhaço.A sua avalache de marketing é tão forte quanto a fragilidade do seu artificialismo e vulgaridade.


Eduardo Alves, Presidente da Federação Distrital de Portalegre da Juventude Socialista.


 
 
 

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